O preço médio do boi gordo atingiu R$ 379,55 por arroba em outubro, avanço de 7,5% em relação a setembro de 2026 e de 17,75% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o resultado representa o maior valor médio real da série histórica, iniciada em 1994.
Os valores consideram o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, referente ao estado de São Paulo, e foram corrigidos pela inflação com base no Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de setembro de 2026.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização foi impulsionada pela menor disponibilidade de animais terminados para abate e pela demanda consistente por carne bovina. Essa combinação intensificou a disputa entre frigoríficos pela aquisição de animais, pressionando as cotações para cima.
Arroba do boi gordo chega a R$ 390 e supera recorde de 2020
Além da valorização da média mensal, as cotações diárias do boi gordo também alcançaram níveis históricos.
Em 30 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq atingiu R$ 389,90 por arroba, à vista, acumulando alta de 7,03% ao longo do mês.
Na primeira semana de novembro, o indicador passou a operar na casa dos R$ 390, mantendo os preços em patamares recordes.
Os valores superaram o recorde real anterior da série histórica, de R$ 385,26 por arroba, registrado em 11 de novembro de 2020, considerando a correção pelo IGP-DI de setembro de 2026.
O que esperar dos preços do boi gordo nos próximos meses?
Segundo os pesquisadores do Cepea, o comportamento das cotações nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da oferta de animais terminados e da manutenção da demanda por carne bovina.
Outro fator determinante será a capacidade de repasse dos reajustes de preços ao longo da cadeia produtiva.
A sustentação das compras nos mercados interno e externo também terá papel importante na definição dos próximos movimentos da arroba.










