O mercado físico do boi gordo permaneceu firme nesta quinta-feira (22), mas o movimento de alta perdeu intensidade ao longo da semana.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a oferta de animais continua restrita e as escalas de abate concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões, o que ainda não proporciona conforto às indústrias.
“Contudo, o menor apelo ao consumo na segunda quinzena reduz a disposição dos frigoríficos para promover novos reajustes generalizados”, conta.
De acordo com ele, o mercado também mantém expectativas positivas em torno da demanda chinesa no último trimestre, embora a efetiva retomada de maiores volumes dependa do comportamento das compras externas. “Nesse ambiente, o viés permanece positivo, mas os avanços tendem a ocorrer de maneira mais seletiva.”
Preços médios da arroba
- São Paulo: R$ 384,47 — ontem: R$ R$ 384,40
- Goiás: R$ 370,32 — ontem: R$ 370,11
- Minas Gerais: R$ 378,71 — ontem: R$ 378,53
- Mato Grosso do Sul: R$ 379,77 — ontem: R$ 379,43
- Mato Grosso: R$ 359,26 — ontem: R$ 358,92
Mercado atacadista
O mercado atacadista de carne bovina registrou leve valorização nesta quinta-feira. O movimento ficou concentrado na ponta de agulha, que avançou R$ 0,25 e passou a ser negociada a R$ 21,00 por quilo.
Já o quarto dianteiro permaneceu cotado a R$ 22,30 por quilo, enquanto o quarto traseiro continuou em R$ 29,50 por quilo.
“A menor intensidade do consumo durante a segunda quinzena limita o espaço para reajustes mais expressivos. Além disso, a carne bovina continua enfrentando forte concorrência dos cortes de frango e suínos, que oferecem alternativas mais acessíveis ao consumidor”, pontuou Iglesias.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,23%, negociado a R$ 5,0385 para venda e a R$ 5,0365 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0220 e a máxima de R$ 5,0560.











