O mercado do boi gordo segue aquecido nas principais regiões pecuárias do país, com novas altas nas cotações e oferta restrita de animais para abate. Em São Paulo, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq atingiu um novo recorde nominal, fechando a R$ 376,10 por arroba, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores, a postura cautelosa dos pecuaristas, que aguardam preços melhores para negociar os animais, tem limitado a oferta e dificultado a formação das escalas de abate dos frigoríficos.
Em algumas regiões, a necessidade de completar as programações de abate levou as indústrias a elevar os valores pagos pela arroba, com reajustes de até R$ 10.
Boi gordo sobe em São Paulo com expectativa de maior consumo no feriado
No mercado paulista, os frigoríficos aumentaram em R$ 5 os preços pagos pelo boi gordo e intensificaram as compras para completar as escalas de abate da próxima semana.
Segundo o Cepea, o movimento também está relacionado à expectativa de melhora nas vendas de carne bovina durante o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira (12).
Nesse cenário, o Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq registrou mais um dia consecutivo de valorização, alcançando R$ 376,10 por arroba, o maior patamar nominal da série até então.
Arroba também registra altas em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
Em Dourados (MS), os preços do boi gordo e das fêmeas subiram R$ 5, refletindo a dificuldade dos frigoríficos em completar as programações de abate.
As negociações do boi gordo ocorreram entre R$ 355 e R$ 365 por arroba, enquanto as escalas variaram de dois a oito dias. Parte dos pecuaristas permaneceu fora do mercado, aguardando novas valorizações.
Em Goiânia (GO), as cotações avançaram aproximadamente R$ 10, acompanhadas de maior liquidez nas negociações, inclusive para lotes de maior volume.
Os preços ficaram entre R$ 340 e R$ 355 por arroba, com escalas de abate de três a nove dias. Apesar do alongamento das programações, a oferta de animais permaneceu reduzida.
Em Cuiabá (MT), a disponibilidade limitada de bovinos também pressionou as cotações, que registraram aumentos de até R$ 10.
Os negócios ocorreram entre R$ 330 e R$ 345 por arroba, com escalas de cinco a nove dias. Entretanto, a comercialização da carne apresentou dificuldades, levando os compradores a alternarem períodos de maior atividade com momentos de menor participação no mercado.
Oferta limitada mantém preços sustentados
Na avaliação do Cepea, o mercado pecuário continua apresentando firmeza em diferentes regiões do país, sustentado principalmente pela oferta restrita de animais e pela cautela dos produtores nas negociações.
Com os frigoríficos buscando completar suas escalas de abate e parte dos pecuaristas aguardando preços mais elevados, a expectativa é de manutenção de um mercado firme nos próximos dias.











