No campo, o que importa agora é simples: a soja aparece cotada a R$157 por saca em algumas praças, o milho a R$70, e o forte avanço dos preços dos fertilizantes — impulsionado pela guerra — já pressiona as margens dos produtores.
Cotações atuais
Fontes de mercado registram variações por praça: a cotação de referência da soja aparece em R$157,00 por 60 kg (Fob Abelardo Luz/SC), conforme tabela divulgada pelo Notícias Agrícolas (última atualização 13:29, 18/09). Em outro levantamento de cotações diárias do setor, a soja aparece em R$152,00 na tela do Canal Rural (SOJ CVE 0,33%). Para o milho, a cotação indicada pelo Notícias Agrícolas é de R$70,00 por 60 kg, enquanto o painel do Canal Rural registra R$69,50 (MIL CAM -1,42%).
Fertilizantes: aumento e impacto
O preço dos fertilizantes sofreu aumento significativo e já é apontado por analistas como fator de deterioração das relações de troca para os produtores. Segundo relatório citado pela Conexão Safra com base em análises da StoneX, o avanço dos preços internacionais dos insumos está afetando produtores de milho e soja no Brasil. Fontes também alertam que, em termos práticos, “agora, cada tonelada custa pelo menos 35 sacas de soja”, conforme reportagem vinculada pelo SindifiscalMS.
Além disso, foi reportado aumento de cerca de 20% nos preços dos fertilizantes em 2026 em levantamentos de mercado, o que amplia a pressão sobre custos de produção em plena safra do grão.
O que isso significa para o produtor no Tocantins
Para o agricultor tocantinense, a conta é direta: com soja cotada na faixa de R$152–R$157 e milho próximo a R$70, os rendimentos por saca dependem não só da produtividade, mas do custo de insumos que sobem pela influência de variáveis externas, como o conflito internacional citado pelas fontes. A combinação de preço do produto relativamente estável com insumos mais caros tende a reduzir a margem operacional, exigindo ajuste no planejamento de compras e na gestão da lavoura.
Em resumo, as cotações atuais entregam uma janela de oportunidade para comercialização, mas os aumentos nos fertilizantes pedem atenção redobrada: avaliar prazos de compra, alternativas de adubação e o impacto no custo por hectare é agora parte da rotina de decisão no campo — no Tocantins, como em outras praças, a safra segue sendo gerida entre o preço do grão e o bolso do produtor.









