Reunião do Grupo de Trabalho da Rastreabilidade no Tocantins
– Foto: Seagro/Governo do Tocantins
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), reuniu-se com produtores rurais e instituições parceiras para debater a implantação do Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (Sirbov/TO) no estado. A reunião de alinhamento estratégico ocorreu na manhã dessa quarta-feira, 11, no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet), em Palmas.
A implantação do sistema de rastreabilidade encontra-se em fase inicial e está sendo conduzida por entidades integrantes do Grupo de Trabalho (GT), que reúne órgãos do Governo do Estado, instituições estaduais e federais, representantes do setor produtivo e a organização internacional The Nature Conservancy (TNC).
O Sirbov/TO atribuirá um código único a cada animal, possibilitando o registro detalhado de informações como movimentação, histórico sanitário, manejo e abate. A identificação individual amplia a precisão do controle sanitário e da gestão produtiva, além de agregar valor ao rebanho e fortalecer a confiança do consumidor na carne tocantinense.
Ao destacar a importância do sistema, o diretor de Agricultura, Agronegócio e Pecuária da Seagro, José Américo Vasconcelos, ressaltou o trabalho conjunto das instituições envolvidas. “Estamos construindo, de forma integrada, a implantação da rastreabilidade no Tocantins. Esse avanço vai permitir a abertura de novos mercados para a carne tocantinense, garantindo ao produtor a comprovação da origem da sua produção até a mesa do consumidor”, afirmou.
O presidente da Adapec, Rodrigo Guerra, enfatizou que a rastreabilidade é uma tendência nacional e internacional. “Esse processo está sendo conduzido em todo o Brasil pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, e alguns estados já iniciaram sua implementação. No Tocantins, estamos dando os primeiros passos e temos prazo até 2032 para cumprir essa agenda. O mundo exige cada vez mais garantias de sanidade e origem dos produtos de origem animal”, explicou.
Para o representante comercial da empresa Motta, antiga Agrojem, Thiago Amorim, a rastreabilidade representa um salto na gestão da propriedade rural. “O sistema leva para dentro da fazenda um controle individual mais preciso, permitindo ao produtor identificar pontos fortes e fragilidades da propriedade, avaliar manejo, alimentação, confinamento e tratamentos sanitários. Isso resulta em melhor controle gerencial e maior eficiência produtiva”, destacou.
Grupo de Trabalho
Integram o Grupo de Trabalho a Seagro (coordenação), Adapec, Ruraltins, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Superintendência Federal de Agricultura (SFA/Mapa), Faet, Senar/TO, Sebrae, Associação Tocantinense do Novilho Precoce (ATNP), Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT), Sindicato das Indústrias de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes), Fundo Privado de Defesa Agropecuária do Tocantins (Fundeagro), Embrapa e The Nature Conservancy (TNC).











