Lide: No Tocantins, a soja aparece cotada em torno de R$157 por saca de 60 kg e o milho em R$70 por saca — cotações que convivem com uma alta relevante nos preços dos fertilizantes, fator que vem pressionando os custos e atrasando compras no campo.
As cotações variam segundo o painel consultado: a referência de soja de R$157 por 60 kg foi registrada com base em levantamento que traz a negociação Fob Abelardo Luz/SC, enquanto outro painel do setor indicou soja a R$152. Para o milho, há indicação de R$70 por 60 kg em um dos painéis, com outra tela de mercado marcando R$69,50 — variações por praça e por fonte são comuns.
Há ainda levantamentos divergentes em níveis regionais: outro índice consultado também traz uma cotação de soja diferente (R$135,50 por saca) — isso ilustra que o produtor no Tocantins acompanha mais de um painel antes de decidir venda ou compra.
Fertilizantes: a conta que pesa
O impacto mais claro nas margens vem dos fertilizantes. Em comparação anual, o MAP (fosfato monoamônico) aparece cerca de 44% mais caro, e a ureia cerca de 11% mais cara, segundo levantamento do setor. Esse salto reduz o poder de compra do produtor e tem deixado compras de insumos atrasadas em relação às médias históricas.
Ao mesmo tempo, há sinais de que preços de fertilizantes e defensivos recuaram após um pico, o que pode aliviar parte dos custos da safra 2026/27 — mas a melhora ainda é percebida de forma desigual nas diferentes cadeias e praças.
O resultado prático para quem planta no Tocantins é uma agenda tensionada entre decidir vender a produção agora, aproveitar preços locais do milho e da soja, ou segurar o produto na esperança de melhores relações de troca para comprar fertilizantes — uma equação que muda conforme a cotação que cada produtor acompanha.
Fechamento: Para o produtor tocantinense, acompanhar múltiplos painéis de preço e as movimentações do mercado de fertilizantes virou parte da rotina de gestão: saber que a soja pode aparecer em R$157 na referência A e em valores distintos em outras telas ajuda a planejar venda, compra de insumos e a temporada que vem — porque, no fim das contas, renda no campo é preço da saca menos a conta dos insumos.











