Silagem, proteinados e inovação: a nova receita da nutrição animal no Tocantins

A nutrição animal no Tocantins ganhou novo impulso com a combinação de silagens de milho e milheto, proteinados produzidos pela Coopama e a adoção de subprodutos e aditivos que reduzem custos. O cenário se reforça ainda mais com a recente avaliação genômica de novilhas, que promete maior eficiência produtiva.

Silagem de milho e milheto: fontes de energia

Entre os produtos mais divulgados no estado, a silagem de milho está à venda por R$ 1,25 o quilo ou R$ 21,00 o saco, preço que facilita a montagem de dietas balanceadas para bovinos de corte e leite. Paralelamente, o milheto premium – nas linhas ANm 07, ANm 25 e ANpg 209 – tem sido ofertado tanto em grão quanto moído, atendendo a diferentes estratégias de manejo alimentar.

Proteinados e rações da Coopama

A Coopama, cooperativa local, investe em uma fábrica moderna que produz rações, sais minerais, núcleos, concentrados e, sobretudo, proteinados. Esses suplementos são fundamentais para melhorar a produtividade e, ao mesmo tempo, controlar os custos, objetivo central da cooperativa para seus associados.

Subprodutos e aditivos: reduzindo custos

Estudos recentes, como o trabalho de conclusão de curso do IFTO (Araguatins, 2024), analisam a utilização de aditivos na alimentação de bovinos de corte, evidenciando que a incorporação de subprodutos agroindustriais – por exemplo, a silagem de mandioca e seus derivados – pode representar economia significativa, já que a nutrição é o principal componente de custo na produção animal.

Tecnologia e genética a serviço da nutrição

Além da alimentação, o Tocantins tem avançado em tecnologias genômicas para avaliação de novilhas, permitindo selecionar animais com maior eficiência de conversão alimentar. Essa inovação, aliada às práticas sustentáveis e ao uso racional de silagens e proteinados, reforça o crescimento do agronegócio regional.

Para o produtor tocantinense, integrar silagem de qualidade, proteinados da Coopama e subprodutos, com apoio de tecnologia genética, significa mais produtividade e competitividade no mercado nacional.