Palavra-chave: preço milho soja tocantins
O produtor do Tocantins vê hoje a soja cotada a R$157 e o milho a R$70 por saca de 60 kg — preços que chegam com uma pressão extra: fertilizantes em alta que apertam o caixa e influenciam compras e planejamento para a safrinha.
Onde estão os números e as compras de insumos
As cotações locais confirmam os valores de R$157 para a soja e R$70 para o milho. No cenário nacional de compras de insumo, já foram adquiridos 90% dos fertilizantes para a soja 2026/27, enquanto para o milho do ano que vem as compras alcançam apenas 45% — um sinal de que os produtores estão mais cautelosos ao assumir compromissos para a segunda safra.
Além disso, a compra antecipada para soja varia muito por estado: Mato Grosso aparece próximo de 65%, Paraná e Mato Grosso do Sul giram em torno de 40%, Goiás fica abaixo de 30% e, nos estados do grupo que inclui Maranhão, Piauí e Tocantins, as compras ainda não chegam a 20%.
Como os fertilizantes mudam as contas
Analistas e relatórios recentes apontam que a alta dos fertilizantes reduz o poder de compra no campo e deixa a relação de troca desfavorável para muitas cadeias produtivas. Para a safrinha 2027, há indicação de que a melhora do preço do milho pode abrir espaço para negociar nitrogenados, mas o custo do MAP continua pesando no orçamento.
Essa combinação — preços firmes das commodities em praças locais e fertilizantes caros — explica por que muitos produtores do Tocantins ainda não fecharam volume de insumos: é uma equação entre o custo hoje e a expectativa de preço da safra, além da incerteza sobre área a ser plantada na segunda safra.
O que observar nas próximas semanas
Quem está no campo deve acompanhar três pontos principais: evolução das cotações do milho e da soja, comportamento dos preços dos principais fertilizantes (especialmente nitrogenados e MAP) e a relação de troca que mede quanto da produção é preciso para comprar insumo. Mudanças favoráveis em qualquer desses elementos podem abrir ou fechar janelas de compra — e no Tocantins, onde as compras antecipadas para soja seguem baixas, timing e cautela continuam sendo determinantes.
Em resumo: R$157 na soja e R$70 no milho colocam uma base de renda, mas os fertilizantes seguem como variável crítica que pode reduzir poder de compra e postergar decisões sobre a safrinha — algo que todo produtor do Tocantins precisa pesar na planilha antes de assinar pedidos.










